Mostrando postagens com marcador "I don't know which way I'm going. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador "I don't know which way I'm going. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

142


Ontem comecei a ver um filme às cegas, sem saber o nome, sem saber o gênero mas sabendo que a direção e roteiro eram do Sean Penn, de quem sou grande fã. Me foi prontamente indicado pelo meu irmão. É sempre, incrivelmente, 'batata!', suas dicas ainda mais quando insistidas, são do tipo pra serem absorvidos, esses filmes. O nome é "Into the Wild" ('Na natureza selvagem'). De cara vi que se tratava de um road movie, gênero que gosto. Sem muitas palavras o filme é impressionante... Mais ainda a forma que vesti a carapuça, quando me deparei com meu "eu" andarilho, fugindo da digestão diária que fazem os arranha-céus, nos engolindo e nos excretando. Nós presos no ciclo vicioso. Tema em que minha querida banda baseou o primogênito disco! De diversas perspectivas, o mesmo objetivo, a mesma sensibilidade, buscar paz. A verdadeira felicidade. Nosso (digo por mim, e pelos amados irmãos da banda) ônibus mágico número 142, a Música, a poesia, a arte em sua forma mais primitiva, mais prima. mais intangível possível! E disso, chorar e sorrir quando preciso. Triste imaginar que eu, você, "Alex Supertramp" ou melhor, Christopher McCandless, somos os loucos, "monges marombeiros" que buscamos a terra do nunca! E achamos.. de fato, achamos. E por fim, saber ainda que o filme é baseado numa história real. 'Eita ferro'! Não há como não se emocionar. Eddie Vedder fez umas músicas originais pro filme e uma delas diz: "essa sabedoria eu levarei na minha carne..." eis o mínimo a ser feito sem exageros, sem exaltações.

filme 10/10.

uma passagem memorável, no filme:
"(...) já vivi muita coisa e agora acho que sei o que é preciso pra ser feliz.. uma vida mansa e isolada no interior com a possibilidade de ser útil, com pessoas que é fácil fazer o bem... E que não estão acostumadas a que façam por elas. Trabalhar em algo que possa ser útil; depois descansar, a natureza, os livros, a Música. Amar o próximo. Essa é a minha idéia de felicidade... E então, acima de tudo, você como companheira.. e quem sabe filhos? O que mais o coração de um homem pode desejar? (...)" (Family Happiness de Leo Tolstoy, 1859)

nada mais.

"happiness only real when shared"

beijo.

(p.s.: o livro é escrito por Jon Krakauer. boa pedida.)
.
.
.